Sei que você nunca me compreenderá, e provavelmente, não lerá até o fim. Não quero que fique com pena de mim e de meus sentimentos, ok? Tenha pena dos cancerosos que estão à beira da morte, não de mim – minha doença passa.. A deles? Provavelmente não.  Não me veja com outros olhos, não pense em mim com ternura, não derrame lágrima alguma por mim, pois acredite se quiser, não derramei nenhuma gótica de lagrima se quer escrevendo isso pra ti – foram só ciscos, toda vez que vou escrever que contenha você, direta ou indiretamente, ciscos do demônio atacam os meus olhos, são só ciscos! Não pense que escrevi isso pra você deitado em minha cama, tomando um café de ontem e relembrando do café gostoso que só você sabia fazer. Pois saibas que tomei todas as precauções possíveis, escrevi debaixo de minha cama tomando um copaço de água; confesso, minhas costas clamam por clemência – até de longe tu me causas dores terríveis, nada que dorcillax não resolva. Lembra quando disse a você que, por mais que você tentasse me fazer tomar café eu nunca que iria tomar? Pois bem, eu até tomo, tomo mesmo, mas não gosto! O gosto é horrível, insuportável, amargo, minha língua queima sempre no primeiro gole que levo a minha boca. Meu bafo fica terrivelmente monstruoso, me sinto uma porca depois de tomar mais um gole de café. Como você aguenta? [..] Creio eu que, você deve de estar se perguntando o porquê de eu estar tomando TODOS os dias, mesmo não gostando nenhum pouco de café, não é mesmo? Eu não sei, é que.. Meu paladar se acostumou em sentir o gosto amargo pra ganhar um sorriso seu. Diga-me, como você aguentava me beijar depois de duas xícaras de café – sem leite, purinho.. purinho? Eu não quero fazer longos discursos, sou ótima nisso, mas a fadiga e a preguiça me impedem de fazer o mesmo.  É que por mais que nós já não nos pertencemos mais um ao outro, no fundo.. No fundo, tem uma pequena parte, gigantesca, dentro de mim que ainda te pertence, que ainda é submissa á você. Eu vou pra balada todo fim de semana sabia? Já perdi as contas de quantos e quantos caras já beijei, dei amassos, levei pra cama.. Mas se quer saber? Os nomes dos caras pra mim eram iguais ao seu. E você? Ah, não me deixou pra trás também, fiquei sabendo que depois de mim, você namorou umas duas, ficou com umas dez, e estava de peguete até semana passada. Mas foi esse o combinado. Nós sorrimos um para o outro, trocamos apertos de mãos, uma batidinha de leve nas costas, desejamos felicidades um ao outro, e pronto! Estava tudo acabado entre nós. Eu aparentava estar contente com a decisão tomada. Você também. Fui em frente. Você também. Passaram-se dias, semanas, meses e nada, nada mudou. Continuei indo pra festas. Peguei. Namorei. Chorei. E assim sucessivamente. E você..? A mesma coisa! O ruim de tudo isso é que, você já se acostumou a fingir que não existo, que em nenhum momento fiz parte de sua vida. O ruim de tudo isso é que, você já não evita mais meu olhar, você já consegue me encarar, de me ver de frente. Você passa me cumprimenta, dá beijo no rosto, pergunta sobre o meu dia, e vai embora. E eu? Eu ainda sinto arrepios quando seus lábios tocam o meu rosto, fico sem graça quando você diz que em tal dia, a roupa que eu estou vestindo, caiu bem em mim. Sem pensar, eu ainda me pego clamando o teu nome baixinho, pra ninguém ouvir, pra você não ouvir. Eu não durmo mais sozinha, pelo contrário, sempre tem um babaca pra acreditar em minhas falsas promessas de amor eterno – mas que é nenhum deles tem um abraço que me encaixa tão bem como o seu. Sabe aquele seu chulé fedorento que eu tanto reclamava? Nenhum deles tem problemas com odores desse tipo, mas toda vez que levo algum cara aqui em casa, eu peço aos céus que algum deles tenham o chulézinho que só você tinha. Eu odeio ter que admitir que, depois de tanto tempo, depois de tantas páginas viradas, eu não consegui desviar a minha rota de você. Eu não quero saber como você está e muito menos qual é o seu estado de relacionamento nesse exato momento. Só quero que você venha quando eu te chamar bem baixinho antes de dormir, ou a qualquer hora do dia. Mas venha. Venha de pressa. Esqueça todas as baboseiras que eu havia dito antes. Não teve cara nenhum depois de você, estou do jeito que você me deixou. – PS. Perdoe-me por dizer algumas mentiras, mas meu orgulho teimou em tentar te ferir um pouco. - Objetivar

Sei que você nunca me compreenderá, e provavelmente, não lerá até o fim. Não quero que fique com pena de mim e de meus sentimentos, ok? Tenha pena dos cancerosos que estão à beira da morte, não de mim – minha doença passa.. A deles? Provavelmente não.  Não me veja com outros olhos, não pense em mim com ternura, não derrame lágrima alguma por mim, pois acredite se quiser, não derramei nenhuma gótica de lagrima se quer escrevendo isso pra ti – foram só ciscos, toda vez que vou escrever que contenha você, direta ou indiretamente, ciscos do demônio atacam os meus olhos, são só ciscos! Não pense que escrevi isso pra você deitado em minha cama, tomando um café de ontem e relembrando do café gostoso que só você sabia fazer. Pois saibas que tomei todas as precauções possíveis, escrevi debaixo de minha cama tomando um copaço de água; confesso, minhas costas clamam por clemência – até de longe tu me causas dores terríveis, nada que dorcillax não resolva. Lembra quando disse a você que, por mais que você tentasse me fazer tomar café eu nunca que iria tomar? Pois bem, eu até tomo, tomo mesmo, mas não gosto! O gosto é horrível, insuportável, amargo, minha língua queima sempre no primeiro gole que levo a minha boca. Meu bafo fica terrivelmente monstruoso, me sinto uma porca depois de tomar mais um gole de café. Como você aguenta? [..] Creio eu que, você deve de estar se perguntando o porquê de eu estar tomando TODOS os dias, mesmo não gostando nenhum pouco de café, não é mesmo? Eu não sei, é que.. Meu paladar se acostumou em sentir o gosto amargo pra ganhar um sorriso seu. Diga-me, como você aguentava me beijar depois de duas xícaras de café – sem leite, purinho.. purinho? Eu não quero fazer longos discursos, sou ótima nisso, mas a fadiga e a preguiça me impedem de fazer o mesmo.  É que por mais que nós já não nos pertencemos mais um ao outro, no fundo.. No fundo, tem uma pequena parte, gigantesca, dentro de mim que ainda te pertence, que ainda é submissa á você. Eu vou pra balada todo fim de semana sabia? Já perdi as contas de quantos e quantos caras já beijei, dei amassos, levei pra cama.. Mas se quer saber? Os nomes dos caras pra mim eram iguais ao seu. E você? Ah, não me deixou pra trás também, fiquei sabendo que depois de mim, você namorou umas duas, ficou com umas dez, e estava de peguete até semana passada. Mas foi esse o combinado. Nós sorrimos um para o outro, trocamos apertos de mãos, uma batidinha de leve nas costas, desejamos felicidades um ao outro, e pronto! Estava tudo acabado entre nós. Eu aparentava estar contente com a decisão tomada. Você também. Fui em frente. Você também. Passaram-se dias, semanas, meses e nada, nada mudou. Continuei indo pra festas. Peguei. Namorei. Chorei. E assim sucessivamente. E você..? A mesma coisa! O ruim de tudo isso é que, você já se acostumou a fingir que não existo, que em nenhum momento fiz parte de sua vida. O ruim de tudo isso é que, você já não evita mais meu olhar, você já consegue me encarar, de me ver de frente. Você passa me cumprimenta, dá beijo no rosto, pergunta sobre o meu dia, e vai embora. E eu? Eu ainda sinto arrepios quando seus lábios tocam o meu rosto, fico sem graça quando você diz que em tal dia, a roupa que eu estou vestindo, caiu bem em mim. Sem pensar, eu ainda me pego clamando o teu nome baixinho, pra ninguém ouvir, pra você não ouvir. Eu não durmo mais sozinha, pelo contrário, sempre tem um babaca pra acreditar em minhas falsas promessas de amor eterno – mas que é nenhum deles tem um abraço que me encaixa tão bem como o seu. Sabe aquele seu chulé fedorento que eu tanto reclamava? Nenhum deles tem problemas com odores desse tipo, mas toda vez que levo algum cara aqui em casa, eu peço aos céus que algum deles tenham o chulézinho que só você tinha. Eu odeio ter que admitir que, depois de tanto tempo, depois de tantas páginas viradas, eu não consegui desviar a minha rota de você. Eu não quero saber como você está e muito menos qual é o seu estado de relacionamento nesse exato momento. Só quero que você venha quando eu te chamar bem baixinho antes de dormir, ou a qualquer hora do dia. Mas venha. Venha de pressa. Esqueça todas as baboseiras que eu havia dito antes. Não teve cara nenhum depois de você, estou do jeito que você me deixou. – PS. Perdoe-me por dizer algumas mentiras, mas meu orgulho teimou em tentar te ferir um pouco. - Objetivar


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